O MAPA DO VINHO NO BRASIL

26 junho

Apesar de ser uma importante região vinícola e a mais conhecida, a Serra Gaúcha não é a única área do país a produzir bons vinhos. Apesar de ser maior no Rio Grande do Sul, o cultivo de uva tem se expandido país afora, e abrange regiões em Santa Catarina e até mesmo no Nordeste.

SERRA GAÚCHA (RS) – Detendo cerca de 85% da produção nacional de vinhos, é a maior e mais importante região vinícola do Brasil. Abrange as quatro áreas certificadas do país: Vale dos Vinhedos (que tem Denominação de Origem para seus vinhos), Pinto Bandeira e Monte Belo do Sul (que têm a Indicação de Procedência) e Altos Montes. 

Variedades tintas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Tannat, Ancellota, Pinot Noir.

Variedades brancas: Riesling Itálico, Chardonnay, Prosecco, Moscatos, Malvasias.


Cabernet Sauvignon

Conhecida como “Rainha das Uvas”, a Cabernet Sauvignon está presente em praticamente todas as regiões vinícolas do mundo. Pertencente à espécie vitis vinifera, é originária de Bordeaux, na França, a principal região vinícola do mundo. Aparece com este nome desde registros do século XVIII; tendo sido recentemente constatado ser uma variedade proveniente do cruzamento entre as uvas Cabernet Franc e Sauvignon Blanc. Sua tamanha popularidade deve-se principalmente ao fato de a variedade possuir uma admirável capacidade de adaptação.

Suas principais características são o fruto pequeno, de pouca polpa e pele grossa, dotada de uma cor preta, ou violeta profundo que resulta em tintos de cor mais escura.

A sua versatilidade permite a passagem por macerações mais longas ou curtas, maturação tanto em barrica de carvalho, como recipientes de concreto ou inox, proporcionando o consumo da bebida resultante tanto mais jovem, apresentando maior leveza e taninos mais elevados e marcantes, ou na maturidade, quando apresenta corpo de médio a alto e tende a taninos mais elegantes e arredondados, mas ainda fortemente presentes.

No Brasil, o plantio da Cabernet Sauvignon se iniciou, de forma regular, a partir dos anos 70, embora se especule que mudas da videira já existissem em terras tupiniquins desde 1900.

Fonte: https://www.clubedosvinhos.com.br/cabernet-sauvignon-a-rainha/

Merlot

A origem do nome “Merlot” é um pouco controversa, mas, de maneira geral, há um consenso quanto à sua relação com o pássaro-preto (ou merlo), chamado de merle na França. Assim como diversas outras variedades de uvas viníferas vieram do Oriente Médio para conquistar a Europa ao longo da história do vinho, a Merlottambém teria sido trazida à França de lá.

De acordo com os cientistas que estudam as uvas videiras a Merloté descendente da Cabernet Franc.

Apesar de só ter aparecido no século XVIII, não demorou para a Merlotse espalhar de Bordeaux para o mundo. Em 1855, ela já aparece nos registros de uvas tintas cultivadas na Itália com o nome de Bordò, sendo hoje, como dissemos, a segunda mais cultivada do planeta.

O estilo de produção foi dividido em dois, dependendo do momento em que a uva é colhida, o padrão internacional e o padrão francês. Na serra gaúcha é utilizado o padrão francês.

Padrão internacional – Uma das grandes vantagens do cultivo da Merlot fora da Europa é o fato de ela amadurecer rápido e poder ser colhida mais cedo, antes que chuvas e outros problemas climáticos possam prejudicá-la. Esse é o padrão mais usado nos vinhos produzidos no Novo Mundo com a Merlot. Suas características são aroma intenso, nitidamente frutada (remetendo a frutas negras maduras, como ameixas e mirtilos), taninos macios e maduros e menor acidez.

Padrão francês – O segundo “estilo”, de produção de vinhos com aMerlot, prefere a colheita no momento certo, sem deixar que ela amadureça em demasia. As características do vinho elaborado com a uva colhida no período “ideal” são aromas delicados, frutado (porém evidenciando frutas frescas e mais ácidas, como morango ou framboesas); taninos firmes e acidez marcante mas não agressiva.

Fonte:https://blog.famigliavalduga.com.br/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-uva-merlot/

Últimas notícias